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09/01/2021

“É muito gratificante perceber que há clientes dispostos a esperar, por vezes alguns meses, para terem um projeto desenvolvido especificamente pela nossa empresa”

 

RBP – Decorrente da sua paixão pela criação de interiores e exteriores, cria, em 2014, a sua própria marca Maria Vilhena Interior Design. Como apresenta a marca?

MV – A Maria Vilhena Interior Design reflete aquilo que acredito, e que fomento, ser um trabalho de qualidade superior: cada projeto é assumido como ímpar e irreplicável e a cada um é entregue compromisso, rigor e atenção de todos os envolvidos. Diariamente, são desenhados espaços exclusivos e sofisticados, onde as necessidades, desejos e sonhos de cada cliente, bem como as exigências de um futuro altamente tecnológico e sustentável, são a prioridade.

Pretendo que o cliente que procura a marca Maria Vilhena Interior Design, tenha uma experiência única e muito individualizada, quer no resultado do seu projeto, quer na atenção que lhe é dada enquanto consumidor dos nossos serviços.

 

RBP – A criação da sua própria marca permitiu-lhe alcançar projetos, que de outra forma, seria mais difícil?

MV – Definitivamente. Dirigir a minha própria marca permite-me ser e agir de forma genuína. Regulo-me pelos princípios e valores que acredito serem essenciais para a prestação de um serviço de excelência. E os clientes/ projetos têm chegado em busca dessa singularidade da marca.

É muito gratificante perceber que há clientes dispostos a esperar, por vezes alguns meses, para terem um projeto desenvolvido especificamente pela nossa empresa. E têm-se realizado projetos muito gratificantes, nas mais diversas áreas, que de outra forma não teria o prazer de fazer.

 

RBP – O atelier oferece um serviço exclusivo, o lean design. Como se caracteriza este tipo de serviço e quais as vantagens? Sente que é essencial ter uma relação de proximidade com o cliente para oferecer um bom serviço?

MV – O Lean Design, permite um conhecimento aprofundado de cada cliente, na medida em que estudamos ao detalhe o seu quotidiano, hábitos e processos, sejam clientes particulares sejam empresariais. A grande vantagem deste método, é que por ser altamente sensível às necessidades de cada cliente, permite-nos projetar espaços totalmente coerentes com o estilo de vida pessoal ou profissional de cada um.

Este método faz ainda mais sentido no segmento de luxo, no qual temos clientes cada vez mais exigentes. Conhecer muito bem o nosso cliente, viabiliza não só corresponder às suas expectativas e necessidades, como superá-las, transformando a vida das pessoas para quem o suficiente não basta.

 

RBP – A mulher tem tido um papel cada vez mais de destaque no mundo empresarial, porque tem sido, acima de tudo, resiliente. Na área do design em concreto, o preconceito ainda é sentido quando se apresenta como mulher empresária?

MV – Na área do design de interiores creio que é mais expectável encontrarem-se mulheres à frente das empresas, portanto não tenho sentido preconceito, seja por parte de potenciais clientes ou equipas de trabalho. Esta é uma área onde a proximidade e a sensibilidade são essenciais, porque entramos na casa e na vida das pessoas. E porque nós mulheres somos, por definição, mais empáticas e atentas aos pormenores que nos rodeiam, suponho que seja mais fácil ter uma mulher à frente dos projetos. Sente-se por vezes uma natural resistência a novas ideias e soluções trazidas por uma mulher jovem, por parte de alguns técnicos mais velhos. Mas creio ser mais uma questão geracional do que preconceito.

 

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