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28/03/2017

Joanne Ma, mãe de dois filhos com autismo e consultora comportamental a ajudar famílias com crianças com o mesmo problema, criou uma decoração diferente para a sua casa. O objetivo foi oferecer um espaço onde as crianças pudessem viver e, sobretudo, desenvolver-se. Vestida de cores minimalistas e um estilo simples – dada a hipersensibilidade característica destas crianças – a casa foi decorada com paredes e prateleiras brancas com caixas pretas, de forma a que os seus filhos se mantivessem confortáveis e que a identificação dos seus brinquedos fosse facilitada. Cada espaço foi pensado e organizado de forma estratégica, onde o principal objetivo, além de proporcionar um lar mais cómodo e “fácil”, foi desenvolver certos aspetos do desenvolvimento e amadurecimento de crianças com esta perturbação. A organização foi assim um ponto essencial nesta decoração. Além de ter utilizado tons específicos na mesma, Joanne fez uma divisão dos brinquedos, que muitas vezes são alvo de obsessão por parte da criança autista. A chave foi categorizar as caixas dos brinquedos: uma caixa para a filha, outra para o filho, e ainda uma terceira, com brinquedos que poderiam ser utilizados em brincadeiras a dois. O uso das prateleiras, como referimos, além de ser utilizado para fácil reconhecimento dos brinquedos pelas crianças, estimula a comunicação com os pais. Como? Deixando as coisas que elas gostam nas prateleiras, visíveis mas fora do alcance, aumenta a possibilidade da criança com autismo comunicar com os pais.

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