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DIY

16/02/2018

As perturbações do Espetro do Autismo (PEA), “são um síndrome neuro-comportamental com origem em perturbações do sistema nervoso central que afeta o normal desenvolvimento da criança. Os sintomas ocorrem nos primeiros três anos de vida e incluem três grandes domínios de perturbação: social, comportamental e comunicacional.”

Esta é uma perturbação neurológica caracterizada pelo comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal, por um comportamento restrito e pelas chamadas estereotipias, ou comportamentos repetitivos.

Muitas crianças com autismo têm uma grande sensibilidade ao mundo que as rodeia. Especificamente, e no que toca à decoração de interiores, apresentam, habitualmente, uma grande sensibilidade à luz, ao som e ao ambiente.

Se tem um filho com autismo e está neste momento a pensar decorar a sua casa, ou se conhece alguém que acha que este texto pode ajudar, continue a ler, pois tenho algumas dicas que lhe poderão ser úteis.

Para muitas crianças autistas, a acústica pode ser um verdadeiro problema. O som aparentemente normal de luzes fluorescentes ou o som do ar condicionado, podem ser extremamente perturbadores. Bem como o som dos nossos passos.

 

 

Se tiver hipótese, torne as divisões da sua casa o máximo possível insonorizadas, com carpetes próprias de borracha macia ou mesmo cortiça, que evitam que se faça barulho ao caminhar; e com material para isolar o som nas paredes. Troque também os aparelhos de ar condicionado por aquecimento central. Vai ajudar a que as crianças se mantenham mais tranquilas.

A iluminação é uma consideração muito importante em qualquer espaço. Não use luzes ou candeeiros suspensos e opte por luzes pouco fortes. O ideal é que vá testando, para ver como a criança reage, sendo que a melhor aposta é mesmo a luz natural.

 

 

As texturas são outro aspeto que deve ter em consideração. Uma criança com autismo pode ser atraída por superfícies brilhantes e escorregadias, enquanto outra pode achar uma superfície ligeiramente abrasiva insuportável de tocar. Não existe um ponto comum entre estes dois extremos. Uma boa opção são os materiais naturais, que pode ajudar a atingir um meio termo feliz.

 

 

Um bom truque quando for comprar os materiais ou objetos de decoração tendo em conta a textura, é pensar como é que uma pessoa sem o espectro de autismo se sentiria ao tocar num determinado material. A maioria das pessoas preferia tocar numa superfície de madeira do que numa de metal, ou preferia andar num tapete tecido liso em vez de num rugoso… Verdade? Então, esta é uma boa regra que o pode ajudar na hora de comprar os materiais.

Cada criança autista é muito diferente. É todo um espectro de condições diferentes. E por isso, torna-se sempre um pouco mais desafiante na hora de decorar. O truque é estar atento e ser sensível aos estímulos – porque as pessoas que estamos a projetar serão ainda mais.

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